A presidente da Câmara Municipal de Bayeux, Jays de Nita (PSB), passou a ser alvo de uma onda de fake news após exonerar servidores ligados ao ex-presidente da Casa, Adriano Martins, falecido no ano passado em decorrência de um acidente com um veículo do tipo UTV.
Mensagens que circulam em redes sociais e grupos de WhatsApp acusam Jays de ter se recusado a custear o velório de Adriano Martins. No entanto, conforme apurou o Política da Paraíba, não existe prerrogativa legal para que a Câmara Municipal arque com despesas dessa natureza.
Em nota divulgada, a presidente “informou que as despesas serão quitadas por meios alternativos, dentro dos limites da legalidade, justamente para evitar qualquer ilegalidade ou prejuízo ao erário”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Jays de Nita afirmou que as informações falsas estariam sendo disseminadas por ex-servidores da Câmara exonerados por sua gestão, logo após sua posse como presidente.
“Infelizmente, como em todo lugar, a Câmara também tinha pessoas sujas. E eu não poderia começar meu mandato como presidente mantendo essas pessoas. Então eu tirei uma a uma e coloquei pessoas honestas e competentes para trabalhar. Isso causou incômodo, e já era notório que teria repercussão”, declarou.
O caso segue repercutindo nos bastidores políticos de Bayeux e reforça o clima de tensão instalado na Casa após a mudança no comando do Legislativo.
Confira a nota divulgada pela câmara;
Câmara de Bayeux esclarece fake news sobre despesas do velório do ex-presidente Adriano Martins
Circulou nos últimos dias uma informação falsa envolvendo a presidente da Câmara Municipal de Bayeux, a vereadora Jays de Nita, relacionada ao pagamento das despesas do velório do ex-presidente da Casa Legislativa, Adriano Martins, falecido em 24 de dezembro de 2025.
De acordo com a notícia divulgada em programa radiofônico e portais de notícia, o amigo do ex-presidente, Fernando Passos, teria afirmado que a presidente da Câmara se recusou a custear as despesas do velório, o que gerou indignação e repercussão negativa no meio político e social de Bayeux.
Entretanto, os fatos não correspondem à realidade.
A presidente da Câmara Municipal determinou o pagamento das despesas, reconhecendo a relevância institucional do ex-presidente Adriano Martins e a legitimidade da homenagem prestada. Ocorre que o setor financeiro da Câmara não realizou o pagamento imediato em razão da inexistência de previsão legal específica que autorize esse tipo de despesa no orçamento público.
Do ponto de vista jurídico, a realização de pagamentos sem amparo legal poderia caracterizar irregularidade administrativa, ensejar rejeição de contas e até configurar ato de improbidade administrativa, conforme a legislação vigente. Por essa razão, a presidente da Câmara agiu com responsabilidade institucional e respeito aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa.
Ainda assim, sensível à situação e à memória do ex-presidente Adriano Martins, a presidente informou que as despesas serão quitadas por meios alternativos, dentro dos limites da legalidade, justamente para evitar qualquer ilegalidade ou prejuízo ao erário.
Portanto, é falsa a informação de que a presidente da Câmara teria se recusado a pagar as despesas do velório. O que houve foi a necessidade de observância rigorosa das normas legais que regem a administração pública, postura que demonstra zelo, prudência e responsabilidade na condução da coisa pública.
A divulgação de informações distorcidas, sem a devida apuração dos fatos, contribui para a desinformação e compromete o debate público, razão pela qual se impõe o necessário esclarecimento à população de Bayeux.

