Ganhou força nos últimos dias, nos bastidores da política paraibana, um movimento para que o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), passe a integrar a chapa do vice-governador Lucas Ribeiro, ocupando a vaga de vice.
A articulação vem sendo defendida por lideranças influentes do Republicanos, entre elas o deputado federal Murilo Galdino, irmão do presidente da Assembleia, e o deputado estadual Michel Henrique.
Mais do que garantir ao Republicanos mais um espaço na majoritária governista, a eventual ida de Galdino para a vice teria um efeito colateral considerado estratégico: ajudaria a resolver um dos maiores problemas enfrentados hoje pela família Ribeiro — a falta de votos para acomodar deputados estaduais e pré-candidatos à Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, a maioria esmagadora dos deputados e pré-candidatos que disputam espaço na proporcional tem recorrido ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro com um pedido quase unânime: a viabilização de bases eleitorais para suas campanhas. O problema é que, diante de um dos cenários mais competitivos da história recente da Paraíba, Aguinaldo já não consegue atender a todas as demandas, o que tem gerado insatisfação e desgaste.
É aí que entra Adriano Galdino. Atualmente, ele é apontado — ao lado de Wilson Filho — como um dos parlamentares com maior capilaridade eleitoral no estado, com redutos espalhados por diversas regiões. Ao deixar a disputa proporcional e migrar para a majoritária como vice de Lucas Ribeiro, Galdino teria condições de redistribuir parte de seu capital eleitoral, amarrando apoios de deputados e pré-candidatos em troca do engajamento na campanha governista.
O episódio envolvendo São João do Rio do Peixe ilustra bem esse problema. Nesta segunda-feira (9), o governo perdeu o apoio do prefeito Luiz Claudino e de sua esposa, Larúcia Sá, pré-candidata à Assembleia, justamente por não conseguir viabilizar uma base eleitoral que desse segurança ao projeto político da primeira-dama.
A saída de Adriano Galdino da disputa proporcional e sua entrada na chapa majoritária pode, portanto, representar um verdadeiro divisor de águas na campanha governista, reduzindo tensões internas e fortalecendo o palanque de Lucas Ribeiro para 2026.

