A presidente da Câmara Municipal de Bayeux, Jays de Nita, anunciou nesta quarta-feira (25) um pacote de medidas administrativas e jurídicas após episódios de tensão registrados durante as últimas sessões legislativas.
Decisão judicial e cortes
Segundo a parlamentar, os ataques e ameaças de cassação que vem sofrendo de vereadores da oposição estariam ligados à sua decisão de cumprir determinação do juiz Francisco Antunes, da 4ª Vara Mista de Bayeux, que ordenou a redução drástica de cargos comissionados vinculados aos gabinetes.
Jays afirmou que não irá descumprir a decisão judicial, mesmo sob pressão política.
“Política é sacerdócio, não negócio. Dinheiro do povo é sagrado”, declarou.
Representações após tumulto em sessão
A presidente informou que fará representações junto à Polícia Civil e ao Ministério Público para evitar novos episódios de desordem na Casa.
Na sessão da última quinta-feira (19), o vereador Nildo da Casa Branca ocupou uma cadeira na Mesa Diretora e, conforme relato da presidência, recusou-se a deixar o local, apesar das determinações formais.
De acordo com Jays, a postura do parlamentar foi “lamentável” e “criou um grave precedente”.
Acusação de crime contra a honra
A presidente também confirmou que protocolou representação no Ministério Público contra o vereador Adriano do Táxi, por suposto crime contra a honra de servidor público.
Durante a mesma sessão, Adriano acusou Jays de cometer prevaricação — declaração que, segundo a presidente, é infundada.
“A Câmara não pode virar cenário de guerra”
Jays de Nita classificou os recentes acontecimentos como preocupantes e afirmou que adotará medidas para preservar a ordem institucional.
“Sou pacifista e contra a violência. Não posso aceitar que a Câmara vire um cenário de guerra.”


