O grupo empresarial Nossa Senhora de Fátima (NSF), que reúne diversas marcas atuantes em terceirização de serviços, segurança privada, facilities e alimentação, volta a ser alvo de denúncias por irregularidades trabalhistas no estado da Paraíba.
Documentos oficiais da Justiça do Trabalho revelam um cenário de litígios e sanções envolvendo empresas ligadas ao grupo.
Certidões emitidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região confirmam a existência de centenas de ações trabalhistas contra empresas vinculadas ao grupo, como Ágape Construções e Serviços Ltda., Contrate Serviços Ltda., Maranata Prestadora de Serviços e Construções Ltda. e Kairós Serviços Terceirizados Ltda.
Os processos estão distribuídos em diversas varas do trabalho, incluindo João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, Patos, Sousa e outras localidades. As ações envolvem reclamações em tramitação ou arquivadas provisoriamente, evidenciando a elevada atividade judicial contra as empresas.
A pesquisa no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT) resultou em certidões positivas para alguns CNPJs, como o da Ágape Construções e Serviços Ltda., indicando débitos trabalhistas acumulados.
Além das reclamações trabalhistas, a empresa Kairós Serviços Terceirizados Ltda. sofreu um revés ainda mais significativo no setor de segurança privada. Publicação no Diário Oficial da União, em 20 de janeiro de 2026, confirma o cancelamento da autorização de funcionamento da empresa, que havia sido concedida em abril de 2023.
O ato foi assinado pela Coordenação-Geral de Controle de Serviços e Produtos da Polícia Federal, com base na Lei nº 14.967/2024, e encerrou oficialmente a permissão para que a Kairós atuasse como empresa de segurança no estado da Paraíba.
O conjunto de processos trabalhistas e o cancelamento do alvará reforçam os questionamentos sobre a atuação do grupo NSF na Paraíba. As denúncias apontam para práticas recorrentes de descumprimento de direitos trabalhistas e fragilidades na gestão das empresas, que agora enfrentam não apenas a pressão judicial, mas também restrições administrativas.
Confira os documentos:


