O presidente da Câmara de Cabedelo, Edvaldo Neto, usou dinheiro público em uma viagem a Brasília que, ao que tudo indica, serviu apenas para articular um plano de cassação do prefeito André Coutinho.
Dados oficiais mostram que o vereador pagou R$ 5.204,97 em passagens e recebeu R$ 2.066,82 em diárias, sem informar nem comprovar qualquer agenda institucional no Distrito Federal.
A viagem ocorreu em 9 de outubro, mesma data em que Neto apareceu em vídeo discutindo a contratação de um suposto serviço de tráfico de influência no TRE. Nas imagens, ele e aliados falam que o “serviço” custaria “dois rins” e “uma parte da prefeitura”.
No carro, estavam também o ex-secretário de Indústria e Comércio, Fernando Sobrinho, e o ex-coordenador do Procon, Diego Carvalho, cunhado de Edvaldo Neto. Após o vazamento dos vídeos, o prefeito exonerou Sobrinho. Depois, descobriu-se que ele também viajou com recursos públicos.
Nenhum dos três se pronunciou sobre o caso. Em Brasília, nenhum deputado confirmou ter recebido o presidente da Câmara naquele dia. As redes sociais dos envolvidos também não registram compromissos oficiais.

Após fotos, vídeo vazado revela trama do presidente da Câmara para cassar prefeito de Cabedelo


