O prefeito de Santa Rita, Jackson Alvino (PP), conseguiu reverter no início desta semana o rompimento com o vereador Bruno de Cicinha (PP), que havia deixado a base governista após uma votação decisiva na Câmara Municipal. Apesar da recomposição, o ‘estrago’ político já havia sido imposto à gestão.
Mesmo integrando a base de Jackson, Bruno votou contra o Executivo na apreciação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Na ocasião, a oposição, embora minoritária, conseguiu aprovar todas as emendas por 10 votos a 9, impondo uma derrota ao prefeito no início de janeiro.
Entre as emendas aprovadas está a que limita a apenas 5% o poder de remanejamento orçamentário do Executivo, o que deve dificultar a condução administrativa ao longo do ano. Também houve cortes significativos em secretarias estratégicas: a Cultura ficará com cerca de R$ 3 milhões anuais, enquanto a Comunicação terá aproximadamente R$ 600 mil para publicidade institucional.
A redução orçamentária tende a engessar áreas importantes da gestão. A Cultura, por exemplo, vinha sendo responsável pela realização do maior São João da região Metropolitana, mas a fragilidade da articulação política do governo com a Câmara deve comprometer o andamento do evento.
Após a votação, Jackson reagiu com exonerações. Foram afastados aliados de Bruno da administração, incluindo a ex-vereadora Cícera da Nóbrega (Cicinha), mãe do parlamentar, que ocupava a Superintendência Executiva do IPREV. Também foi exonerada a secretária de Educação, Edilene Santos, irmã do vereador Marinaldo, que mesmo integrando a base governista também votou contra o prefeito.
Apesar de ter conseguido trazer Bruno de Cicinha de volta à base, a derrota na LOA deixou impactos concretos e duradouros para a gestão municipal em 2026, que deve enfrentar dificuldades durante o ano.

