O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal, Ricardo Coutinho, pautou parte dos veículos de comunicação do estado nos últimos dias ao conceder entrevistas pedindo a “cabeça” do secretário de Comunicação da Paraíba, Nonato Bandeira.
Ricardo acusou Bandeira de montar uma espécie de “gabinete do ódio” no estado e chegou a afirmar que só apoiaria a reeleição do governador Lucas Ribeiro caso ele demitisse Nonato. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Universidade de Patos.
A irritação de Ricardo ocorreu após Bandeira conseguir desmontar o discurso que vinha sendo adotado pelo ex-governador sobre a Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre a Cagepa e a empresa espanhola Acciona, voltada para serviços de saneamento em 85 cidades da Paraíba.
Ricardo vinha classificando a parceria como uma “privatização” da Cagepa. No entanto, Nonato relembrou que o próprio governo Ricardo Coutinho implantou, em 2012, o Programa Estadual de Parceria Público-Privada, prevendo PPPs não apenas para o esgotamento sanitário, mas também para o abastecimento de água.
À época, o governo defendia o modelo afirmando que as PPPs integravam os setores público e privado para viabilizar projetos de grande porte e alto custo de maneira mais eficiente.
“As PPPs representam um modelo diferenciado de investimento, que integra os setores público e privado, com o objetivo de realizar a contratação de projetos de grande porte e alto custo, de maneira eficiente, do ponto de vista econômico”, dizia à época.
A lembrança acabou derrubando o discurso de Ricardo e colocando o ex-governador em uma situação desconfortável diante da própria narrativa adotada atualmente. Resumindo: Nonato acertou no calcanhar e tirou Ricardo do sério.

