A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permitirá ao presidente ampliar sua influência sobre os principais tribunais do país. Considerando as nomeações realizadas desde 2023 e as vagas previstas até o fim de 2030, Lula poderá chegar a seis indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e 12 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de novas escolhas para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Superior Tribunal Militar (STM).
No STF, Lula indicou Cristiano Zanin, em 2023, e Flávio Dino, em 2024. Outras quatro vagas poderão surgir até 2030, com as aposentadorias de Luís Roberto Barroso, em 2025, Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em dezembro de 2030.
No STJ, o presidente nomeou cinco ministros entre 2023 e 2025. Outras seis vagas estão relacionadas a aposentadorias ocorridas ou previstas até 2029, incluindo as de Og Fernandes, Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Moura Ribeiro e Benedito Gonçalves. Uma possível sétima vaga depende do desfecho do processo envolvendo Marco Buzzi. Com isso, o total poderá chegar a 12 nomeações desde 2023.
No TST, quatro ministros deverão se aposentar compulsoriamente entre 2027 e 2028: Delaíde Alves Miranda Arantes, João Batista Brito Pereira, Maria Cristina Irigoyen Peduzzi e Maurício Godinho Delgado. Lula já indicou Antônio Fabrício de Matos Gonçalves, em 2024, e Margareth Rodrigues Costa, em maio de 2026.
No STM, Lula fez quatro nomeações durante o mandato iniciado em 2023. Outras duas vagas deverão surgir até 2030, com as aposentadorias de Francisco Joseli Parente Camelo e Péricles Aurélio Lima de Queiroz. Caso se confirmem as previsões, o presidente chegará a seis indicações para a Corte militar.


