A eleição para definir quem comandará a Câmara Municipal de Santa Rita no próximo biênio promete ser novamente acirrada. Segundo apurou o Política da Paraíba, cerca de 10 vereadores da oposição estão confinados em um hotel no Rio Grande do Norte para evitar surpresas na votação, prevista para ocorrer ainda esta semana.
A estratégia busca garantir a eleição da vereadora Cleidinha de Digão, adversária do prefeito Jackson Alvino. Para fortalecer sua candidatura, ela conseguiu atrair dois parlamentares da base governista: Severino Farias e Bruno de Cicinha.
Bruno, inclusive, participou há 12 dias de uma reunião em um restaurante de João Pessoa com os aliados do prefeito, quando reafirmou o alinhamento com o grupo para a eleição da Câmara. Na fotografia, registrada em 22 de outubro, a bancada governista contava com 11 integrantes. Atualmente, dois vereadores — Bruno e Farias — mudaram de posição.
Com as adesões, o grupo de Cleidinha passa a contar com 10 vereadores: Irmão Josivaldo, Epitácio Viturino, atual presidente da Câmara, David Santana, Anderson Liberato, Marinaldo, Bruno de Cicinha, Wagner de Bebé, Alison Gomes, Severino Farias e a própria Cleidinha.
Já a base do prefeito Jackson Alvino reúne nove parlamentares: Otávio Bernardino, Flávio Panta, Wagner Boquinha, Francisco Queiroga, Clóvis de Loi, Jaqueline Justino, Anézio Miranda, Dr. João Alves e Lemoel Ludovico.
Mudança no regimento
Ainda segundo apurou o Política da Paraíba, os vereadores devem discutir e votar nesta terça-feira (3) uma alteração no Regimento Interno da Câmara que pode impactar diretamente o processo eleitoral.
O presidente Epitácio Viturino convocou uma sessão extraordinária para as 15h45, com a finalidade de discutir e votar o Projeto de Resolução nº 009/2026, de sua autoria.
A proposta prevê a obrigatoriedade do voto presencial dos vereadores e estabelece regras para o período de realização da eleição da Mesa Diretora referente ao segundo biênio da legislatura, 2027–2028.
O edital também prevê a comunicação das providências administrativas relacionadas ao processo eleitoral, incluindo registro de chapas, publicidade dos atos e organização do pleito.
Na justificativa, a presidência cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio deve ocorrer a partir de 1º de outubro do ano anterior ao início do mandato, observando o princípio da contemporaneidade.

