O ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), anunciou nesta segunda-feira (8) a estrutura que comandará sua pré-campanha ao Palácio da Redenção. Entre as novidades está a criação de um conselho político formado por nomes de peso da política paraibana para auxiliar nas decisões estratégicas do projeto.
Na composição divulgada por Cícero aparecem o ex-governador Cássio Cunha Lima, o ex-presidente da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado, Nominando Diniz, e o ex-ministro e ex-conselheiro do TCE, Fernando Catão, além de advogados e outras personalidades com experiência na vida pública estadual.
A coordenação-geral da pré-campanha ficará sob a responsabilidade de Diogo Cunha Lima, pré-candidato a vice-governador. Segundo Cícero, a escolha levou em consideração a dedicação, a capacidade de articulação e o conhecimento demonstrado por Diogo sobre as potencialidades econômicas da Paraíba.
A estratégia também prevê atenção especial aos principais colégios eleitorais do estado. Em João Pessoa, o prefeito Leo Bezerra atuará na articulação política ao lado de lideranças como o deputado estadual Felipe Leitão. Já em Campina Grande e na região da Borborema, o trabalho será coordenado pelo deputado federal Romero Rodrigues, com apoio de lideranças locais, entre elas Dr. Jhony Bezerra.
No entanto, menos de 24 horas após o anúncio, um dos nomes apontados para integrar o conselho político desmentiu a informação. Nesta terça-feira (9), o ex-senador e ex-governador Cássio Cunha Lima afirmou que não faz parte da estrutura política apresentada por Cícero.
“A informação não procede. Como tenho dito, tenho restrições contratuais”, declarou em resposta à CBN.
Atualmente, Cássio atua como advogado e consultor empresarial por meio de uma empresa especializada em relações governamentais e consultoria estratégica. Segundo ele, suas atividades profissionais impõem limitações que impedem participação em articulações político-partidárias.
As restrições estão relacionadas, entre outros fatores, à prestação de serviços em questões regulatórias e institucionais, o que inviabiliza sua atuação formal em campanhas ou conselhos políticos.

