A pré-candidatura de André Gadelha (MDB) ao Senado vai se transformando, a cada dia, em um verdadeiro roteiro de fracassos.
Convidado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para compor a chapa oposicionista encabeçada por Cícero Lucena (MDB), André entrou na disputa sem musculatura política e, até agora, não conseguiu mudar esse cenário.
O problema não é apenas a falta de apoios. É o isolamento dentro da própria oposição. Enquanto prefeitos, deputados e lideranças que integram o grupo de Cícero e Veneziano já trataram de declarar o segundo voto para Nabor Wanderley, André segue batendo de porta em porta sem conseguir convencer nem os aliados de caminhar ao seu lado.
Incomodado com a falta de prestígio, passou a criticar publicamente movimentos do próprio grupo. As reclamações, porém, surtiram efeito contrário: apenas reforçaram a percepção de que sua candidatura não decolou.
Como se não bastasse, os apoios anunciados nas redes sociais têm sido constrangedores. O episódio mais emblemático foi a divulgação da adesão de uma liderança de Itatuba que obteve apenas 98 votos na eleição municipal de 2024. Um anúncio que dificilmente faria diferença até em uma disputa para vereador, quanto mais em uma campanha majoritária ao Senado.
Se esse é o tamanho das adesões comemoradas por André Gadelha, fica evidente a dificuldade de sua pré-candidatura em ganhar relevância. Hoje, o maior adversário de André parece ser a própria falta de apoio dentro do grupo que deveria sustentá-lo.
Mantido esse cenário, a disputa pelo Senado tende a consolidar não apenas uma derrota política, mas também o sepultamento de um sobrenome que já teve muito mais peso na política paraibana.

