O cenário político da Câmara Municipal de Bayeux foi sacudido por um episódio que expôs a volatilidade, a falta de palavra e o açodamento da atual presidente da Casa, a jovem vereadora Jayslane Moura (Jays de Nita). Em um movimento desastroso para a sua promissora e recente carreira política, a parlamentar assinou duas chapas distintas para a eleição da Mesa Diretora (biênio 2027–2028), jogando no lixo a credibilidade e a confiança que havia construído no grupo governista.
Inicialmente, Jays de Nita formalizou sua participação e assinou o requerimento de registro da chapa ao lado do bloco aliado e da situação, ocupando a vaga de 1ª Vice-Presidente na composição encabeçada pelo vereador Mauri Batista da Silva (PDT). A assinatura, devidamente registrada no protocolo da Secretaria Legislativa (Protocolo nº 01/2026, de 14 de outubro de 2026), sacramentava seu compromisso com o grupo liderado pela prefeita Tacyana Leitão e pelo deputado estadual Felipe Leitão. No entanto, movida pela vaidade e pela sede de poder, a vereadora deu um cavalo de pau nos bastidores e assinou uma segunda chapa, desta vez figurando como candidata à Presidência ao lado do bloco de oposição.
Ao tentar jogar em dois lados ao mesmo tempo e descumprir o acordo firmado a próprio punho na chapa de Mauri Batista, Jays de Nita acabou cometendo um suicídio político precoce. Uma figura jovem, que despontava com um futuro promissor no Legislativo de Bayeux, agora ostenta o incômodo rótulo da traição e da insegurança jurídica.
A atitude não apenas colocou em xeque a sua capacidade de articulação e maturidade política, mas também abalou irremediavelmente a sua reputação diante de colegas vereadores, correligionários e da própria população. Em um ambiente onde a palavra e a lealdade são a moeda principal de troca, Jays de Nita queimou as pontes do seu início de trajetória e transformou a disputa da Mesa Diretora em um lamentável espetáculo de inconstância.


