O portal FatoNewsPB publicou reportagem com uma série de denúncias envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Lucena, vereador Emerson de Lucena Gomes, conhecido como Mersinho da UP. As acusações, segundo o site, envolvem suposta “rachadinha”, desvio de recursos públicos, gravações clandestinas e possível compra de apoio político para a eleição da Mesa Diretora.
De acordo com a reportagem, as denúncias foram apresentadas por uma empresa que teria prestado serviços ao Legislativo municipal. Segundo o relato, o contrato teria valor mensal de R$ 5,6 mil e, após os pagamentos, teria sido exigido o repasse de 50% do valor para a esposa do presidente da Câmara, por meio de Pix. O site afirma ter apresentado documentos e comprovantes relacionados à acusação.
Ainda conforme a publicação, outros fornecedores da Câmara também teriam sido submetidos a uma suposta cobrança semelhante. Entre os serviços citados estão coffee break, locação de software e sonorização das sessões.
Outro ponto levantado envolve a eleição para a Presidência da Câmara, prevista para outubro. A reportagem afirma que Mersinho da UP teria quitado uma suposta dívida de mais de R$ 40 mil de uma vereadora e, em troca, buscaria garantir o apoio dela para sua permanência no comando do Legislativo.
A publicação também relata a existência de supostas gravações clandestinas de vereadores e outras pessoas que teriam mantido conversas reservadas com o presidente. Segundo uma fonte citada pelo site, Mersinho utilizaria um relógio com aplicativo de gravação para registrar os diálogos.
Além disso, a reportagem aponta uma suposta propina de R$ 3 mil relacionada à compra de móveis para a Câmara. O valor teria sido entregue por um fornecedor a um familiar do presidente e posteriormente repassado a Mersinho, segundo a denúncia.
As acusações ainda não representam, por si só, comprovação das irregularidades. Eventuais responsabilidades administrativas, civis ou criminais dependem de investigação e apuração pelos órgãos competentes.


