O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) intimou a prefeita de Mari, Lúcia de Fátima Santos da Silva, para apresentar esclarecimentos sobre irregularidades identificadas na prestação de contas de 2025. A gestora tem 20 dias para explicar inconsistências que envolvem receitas e despesas municipais.
Segundo relatório inicial da auditoria, foram identificadas receitas não contabilizadas de R$ 853.730,70 e despesas sem registro contábil de R$ 1.324.511,51. De acordo com o TCE, as pendências podem comprometer os demonstrativos financeiros e impactar a verificação dos limites legais de gastos e dos investimentos obrigatórios em saúde e educação.
A auditoria aponta omissão de receitas e saída de recursos sem destinação comprovada. O Tribunal cobra da Prefeitura a identificação da origem dos valores movimentados em dezembro, com apresentação dos documentos comprobatórios, além de justificativas para a ausência dos registros contábeis.
O relatório também aponta outras 18 irregularidades que precisam ser esclarecidas, entre elas gastos com pessoal acima do limite legal, contratações por excepcional interesse público acima do permitido, omissão no registro de recursos do Fundeb e ingresso de dinheiro sem reconhecimento da receita arrecadada.
As inconsistências integram a análise inicial das contas municipais de 2025 e ainda dependem dos esclarecimentos da gestão.


